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Gravataí completa 258 anos de fundação: conheça a história
Publicado em 29/Jun/2023

Que tal conhecer melhor a história de fundação de Gravataí?

 

Neste ano de 2022, o aniversário de fundação de Gravataí é comemorado com mais intensidade e gratidão, pois mesmo em meio a pandemia, se manteve em pleno crescimento e sendo o lar de milhares de famílias.

 

Este ano a cidade completa os seus 258 anos de fundação, com muita história, cultura e superação em sua trajetória. O início desse sonho começou em abril de 1763, com a fundação da Aldeia de Nossa Senhora dos Anjos, o primeiro nome da cidade. Sua história se inicia antes mesmo da sua entrada na jornada do Rio Grande do Sul, e vale a pena recapitular para entender os seus fundamentos.

 

Ao expandir o seu domínio para a parte sul do continente americano, a Coroa Portuguesa concedia cartas de sesmarias (uma espécie de escritura de terrenos) para quem já era habitante dessas terras. Assim aconteceu com Pedro Gonçalves Sandoval, natural da cidade de Lima, no Peru, que recebeu a primeira sesmaria de Gravataí, na época Aldeia dos Anjos. Pedro habitava na região hoje conhecida como rincão de Gravataí, que hoje pertence a cidade de Viamão.

 

(Morro Itacolomi)

 

Nessa mesma época, o capitão João Lourenço Veloso também recebeu sua sesmaria, ou seja, uma autorização de posse das terras em que habitava previamente, localizada perto do mesmo rincão de Pedro, mas mais a região nordeste, próximo ao morro Itacolomi, que é aberto à visitação o ano todo em Gravataí. Uma parte dessas terras foi comprada, posteriormente, pela coroa portuguesa e assim se assentou a Aldeia dos Anjos, que alguns mais tarde passou a ser chamada de Gravataí.

 

A fundação da aldeia, que mais tarde seria a cidade, se insere na disputa ibérica de posse pelo território ao sul da América, junto com outras diversas porções de terra que hoje são o lar de centenas de gaúchos. Portugal e Espanha estavam envolvidos nesta disputa desde os tempos pré-coloniais, chegando ao Tratado de Madrid, em 1970, para cessar a disputa de territórios que já tinham donos.

 

(Ilustração dos índios dos 7 povos das missões - Fonte: Portal das Missões)

 

Neste tratado, foi estipulado que Portugal devolvesse a colônia de Sacramento, que foi fundada em troca dos Sete Povos das Missões em território espanhol, na região nordeste da Espanha. Após a troca, os portugueses trouxeram colonos da ilha dos Açores para habitar a terra que receberam em troca, mas o tratado não foi firmado, já que os índios dos Sete Povos se recusaram a sair de suas terras. Imagine ter que abandonar tudo que foi construído e o seu lar por um tratado que não foi conversado antes?

 

Mas o não cumprimento do tratado não foi um grande problema, já que os portugueses não estavam nada satisfeitos com a troca. O que eles queriam, de verdade, era evitar o avanço espanhol para as suas terras e terras fronteiriças e povoar de maneira significativa as suas regiões. Para isso, aproveitaram os desentendimentos que estava acontecendo entre os índios dos Sete Povos e os índios que moravam na região do Rio Pardo, e começaram a colonização da então Aldeia dos Anjos, com aproximadamente mil índios guaranis trazidos das Missões Jesuítas pelo capitão Antônio Pinto Carneiros, em 1763. Quem não conseguiu se deslocar para fazer parte deste novo local se fixou nos mais diversos pontos do Estado, desde o litoral norte até o delta do Rio Jacuí.

 

Assim se inicia a história de Gravataí, com suas primeiras concessões de terras feitas pelos açorianos em 1772. O período de maior crescimento e destaque foi no ano de 1769, com a chegada de José Marcelino de Figueiredo, o responsável pela urbanização e ambientação da cidade, trazendo escolas, um moinho e olarias; algumas ruínas estão disponíveis até hoje para visitação na cidade.

 

(Retrato de José Marcelino de Figueiredo - Fonte: http://juarezmachadodefarias.blogspot.com/2018/04/a-historia-de-jose-marcelino-de.html)

 

No ano de 1795, conseguiu a emancipação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão, a então cidade de Viamão, sendo elevada à categoria de Paróquia e em 1806 foi considerada um distrito de Porto Alegre.

 

Logo chega o importante ano de 1880, que pela Lei de 11 de junho, emancipava a cidade de Porto Alegre, a capital, ganhando o reconhecimento de vila e o nome de Nossa Senhora dos Anjos de Gravataí. Depois deste importante passo, começou uma era de inovação e urbanização na cidade que se estende até os dias de hoje, iniciando com o cultivo de mandioca para farinhas e a exportação do produto até a chegada de multinacionais que fomentam a economia da cidade, como a GM (General Motors).

 

No início deste desenvolvimento, foi o plantio da mandioca para farinha que desenvolveu a economia da cidade, até a primeira metade do século XX, e na década de 30, com a chegada do governo municipal de Dr. José Loureiro da Silva, se iniciou a fase desenvolvimentista da cidade, com a chegada da rede elétrica, construção das faixas de ligação entre Gravataí e Porto Alegre e o calçamento das primeiras ruas.

 

(Retrato de Dr. José Loureiro da Silva - Fonte: https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/prefeito-da-semana/loureiro-da-silva-o-reformador-visionario-parte-2/)

 

Na década de 60 e 70 vieram as primeiras instalações industriais para a cidade e se iniciou a construção da Rodovia Oswaldo Aranha, a tão conhecida Free-Way, no governo de Dorival Cândido Luz de Oliveira. Na década de 90, como citamos antes, chegou a instalação da GM (General Motors), um dos grandes marcos de mudança para a cidade, e atualmente, a cidade se encontra em plena expansão e desenvolvimento, dando lar a centenas de famílias e pessoas com sonhos e projetos de melhorar o mundo.

 

Conhecer um pouco mais sobre o início de tudo, a história e a atualidade de Gravataí é de extrema importância, principalmente para os moradores e conterrâneos, que tanto ajudam e ajudaram no desenvolvimento da cidade!

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